A vida dos nativos de Morro de São Paulo::
No passado os nativos de Morro de São Paulo viviam numa verdadeira comunidade e ganhavam a vida das riquezas naturais do local. Um povo pacato e hospitaleiro que morava numa vila simples e sobrevivia exclusivamente da pesca e das lembranças de um passado glorioso. Passado marcado pelos conflitos dos índios gueréns e pelas ousadas invasões holandesas.
Mas não é esta luta que vamos narrar aqui e sim, a luta da sobrevivência, a garra e perseverança dessa gente que fez Morro de São Paulo crescer e se projetar turísticamente. Morro de São Paulo iniciou sua trajetória rumo ao lugar, que conhecemos hoje movido unicamente pela força de vontade de seu povo. Quando Morro de São Paulo era ainda uma vila, isto por volta da década de 50, a maioria das pessoas que morava na ilha, além da pesca tinham as profissões de pedreiro e carpinteiro. Alguns ainda trabalhavam nas caieiras nas fazendas da Terceira Praia.
A comunidade se alimentava basicamente do que retirava do mar: peixe, lagosta e polvo. A carne vermelha nestes tempos era considerada um luxo e só estava presente no prato dos nativos uma vez por semana devido as dificuldades em adquirir a mercadoria. O transporte era precário e feito com barco a vela. Alguns contam que o tempo do percurso até Valença, cidade mais próxima, podia chegar até quatro horas de viajem sendo que havia barco somente uma vez por semana. O barco partia de Morro de São Paulo na sexta-feira e retornava no sábado. No final dos anos 70 surgiu o barco a motor.
A partir daí o transporte melhorou e os barcos ofereciam a viagem todos os dias, mas somente num único horário, às 6h30min. As primeiras empresas de barcos convencionais, segundo os nativos, foram a Biônica e a Marbel. Domingos dos Santos Ramos, com 67 anos em 2008, conhecido como Seu Chiquinho relata que nestes tempos seu pai, Domingos Olentino Ramos, comprou um barco, colocou motor na embarcação e quando viajava para Valença comprava mantimentos para os vizinhos.
Seu Chiquinho conta também que a primeira pessoa responsável pelo abastecimento de água para a comunidade foi seu pai e tudo começou nas terras da família, localizadas na Primeira Praia, mais precisamente na Rua da Prainha.
Ele lembra que as terras foram vendidas pelo do ex-prefeito de Valença, Gentil Paraíso. Seu Domingos teve a sorte de ter no local um barranco que pingava água. Isto lhe deu a idéia de fazer uma escada de bambu, um tanque e começou a ter água para as necessidades da casa. Os vizinhos foram pedindo água também e ele foi fornecendo.
Até que um dia colocou uma tubulação até a lagoa, mas o projeto não contava com bomba, a água descia naturalmente por desnível e abastecia a Prainha, na época era esta denominação da Primeira Praia. Seu Domingos levou o trabalho por muitos anos até o dia em que teve que parar devido problemas de sáude. Com a ausência do pai, que acabou falecendo, Seu Chiquinho deu continuidade ao trabalho e ficou sendo o responsável pelo abastecimento de água de parte da comunidade de Morro de São Paulo. Comprou motor, colocou tubulação pelas ruas e abastecia a Vila e a Prainha. O problema segundo ele, era receber o pagamento dos beneficiados com a água. Até algum tempo atrás ainda existiam antigos recibos, ou seja, as dívidas. A iniciativa chegou ao fim com a instalação da Embassa e o sistema de abastecimento de água canalizada.
Nesta época, Seu Chiquinho perdeu o cargo de fornecedor de água da comunidade de Morro de São Paulo, função que desempenhou por 17 anos.
As dificuldades enfrentadas entre as décadas de 50 e 60, fizeram alguns nativos tentarem a vida fora da ilha. O problema em manter uma professora no povoado, levou muitos moradores para o continente em busca de Educação. Como exemplo, citamos Manuel Paulo Santos, com 58 anos em 2008.
Ele conta que as pessoas queriam sair daqui para tentar algo lá fora, como estudar e trabalhar. Alguns acabavam voltando como ele. Dos 16 aos 36 anos de idade, Seu Manuel esteve em Salvador. Ao voltar constituíu família, sua esposa se chama Maria de Lourdes Santana, e abriu sua barraca na Primeira Praia (veja como foi esta trajetória no link Praias. Romenil dos Anjos Luz, com 67 anos em 2008, descendente de uma das mais antigas e tradicionais famílias de Morro de São Paulo também percorreu o mesmo caminho.
Saiu de Morro de São Paulo aos 20 anos, por volta de 1963 e retornou em 1993. Foi morar no Rio de Janeiro e casou-se. Mas apesar da distância, Romenil sempre manteve laços com sua terra, através da família e dos amigos que aqui ficaram. Veraneava todos os anos em Morro de São Paulo e durante o tempo em que esteve fora, investiu pensando no futuro e na sua aposentadoria. Construiu uma pousada e hoje vive sossegadamente com seu próprio negócio.
Mas se por um lado houve aqueles que como os senhores Manuel e Romenil, que buscaram novos horizontes, deixando a vida pacata do vilarejo, existiram os que faziam questão de morar no povoado mesmo com todas as dificuldades. O motivo desta escolha, segundo contam muitos destes antigos moradores, se deve a vida que levavam. Vida tranquila, sem incomodações.
A única preocupação era com a busca da alimentação. Época em que para viajar até Salvador em barco a vela o tempo do percurso poderia durar até dois dias, dependendo das condições climáticas. Isto quem nos conta é o senhor Reginaldo Ramos Batista, com 83 anos em 2008. “A viagem era sempre devagar, quando não tinha vento ficávamos parados esperando”, lembra. Seu Reginaldo chegou em Morro de São Paulo no ano de 1945 e diz que na Vila haviam poucas casas e a maior destas era o casarão, que até hoje permanece no mesmo local onde foi erguida (veja sua história no link Monumentos Históricos/Casarão).
Não havia energia elétrica, cuja chegada foi em 1985. A luz que clareava as casas à noite vinha do querosene das lamparinas. Outro invento da modernidade, o telefone, chegou por volta de 1988 e segundo alguns moradores o único telefone existente em toda a ilha, ficava situado na Fonte Grande, na casa de um senhor chamado Aureliano Lima, o Seu Bonzinho como era conhecido. Seu Bonzinho foi um ilustre morador de Morro de São Paulo e tem inclusive o nome de uma praça em sua homenagem. Nestes tempos devido a existência do telefone, sua casa se transformou num verdadeiro posto telefônico. A primeira telefonista foi Ana Lúcia Melo Damascena. Dona Ana lembra que as filas eram quilométricas, existia somente uma linha telefônica e não havia cabine. “Todo mundo ouvia o que se falava”, saliente.
Dona Ana relata que sabia sobre a vida da maioria dos moradores, mas sabia guardar os segredos. Também nesta época havia uma única padaria no povoado, a de Seu José, chamado de Zé Preto. Um padeiro engraçado, pois segundo nos contam alguns moradores destes tempos, Seu Zé Preto fazia o pão na hora que lhe dava vontade, não tendo hora marcada.
Outro fato curioso e que desperta muitas saudades por parte dos antigos moradores de Morro de São Paulo, tinha como palco a Fonte Grande. Pelos meados de 1960, alguns contam que até o final da década de 70, havia o hábito dos moradores tomarem banho a partir das 17 horas na Fonte Grande.
Os habitantes dividiam-se entre os homens e mulheres. “Quase toda população tomava banho ali e durante o dia lavavam roupa”, recorda Elze Moutinho Wense, com 77 anos em 2008. Conhecida como Dona Zezé na comunidade, ela lembra que nestes tempos o ambiente era muito sadio, o povo era muito unido e as pessoas se ajudavam, todos muito envolvidos na religiosidade.
Durante o verão, comunidade e os veranistas participavam ativamente das festas promovidas na ilha. A antiga moradora aponta como sendo a única e principal, a festa em homenagem a Nossa Senhora. da Luz, comemorada anualmente dia 08 de Setembro.
Angelina Machado Pimentel, a Gegé, com 52 anos em 2008, também guarda lembranças destas festas. “Ninguém tinha vaidade. Colocáva-mos um vestidinho novo para a festa e pronto”, salienta.
As crianças corriam soltas, ainda mais do que hoje, pelas ruas de terra e os habitantes dormiam com as portas de suas casas abertas. Apesar de que em Morro de São Paulo não há registros significativos de violência, naquela época era bem mais tranquilo. Valencio Inato Manuel do Nascimento, Seu Dandão, com 85 anos em 2008, recorda estes áureos tempos. Segundo ele, se alguém estivesse na rua á noite, chovesse e esta pessoa desejasse tirar a roupa molhada, poderia se despir tranquilamente, pois não correria o risco de alguém registrar este atrevimento. Seu Dandão trabalhou muito tempo como vigilante do Farol, mais de 20 anos, segundo ele. Era ele quem ligava, desligava e tomava conta do Farol. Casado e com seis filhos, ele hoje mora com sua esposa, Isaura Batista da Conceição, com 83 anos em 2008, na Mangaba e a idade avançada e a saúde um pouco debilitada já não permitem que eles transitem pelas ruas. Passam a maior parte dos dias em casa.
A descoberta e os pioneiros
O ambiente sossegado encontrado no antigo vilarejo de pescadores foi aos poucos se modificando e as dificuldades dos nativos desaparecendo pela entrada de capital e aparecimento de novas frentes de trabalho. Este quadro começou a despontar quando surgiram os primeiros veranistas. Como já narramos no link A História de Morro de São Paulo / O surgimento do Turismo, estas pessoas hoje chamadas de turistas, eram originárias de cidades próximas à ilha e veraneavam em Morro de São Paulo, ficando no lugar até três meses durante o verão. A chegada e a permanência destes veranistas mudaram os hábitos dos nativos e fizeram com que estes criassem alternativas de sobrevivência além da pesca e das profissões na área de construção. Os moradores de Morro de São Paulo passaram a oferecer suas próprias casas e em alguns casos a falta de acomodações fez com que até as redes servissem para os turistas pernoitarem.
Os nativos dormiam nas varandas e nas cozinhas para poder alugar os quartos da casa e assim ganhar um dinheiro. Houve também casos de veranistas que se instalaram em Morro de São Paulo, construíndo suas próprias casas de férias. Para reforçar esta demanda, surgiram na década de 70 os hippies, que eram pessoas de hábitos simples e de costumes desgregrados, que viviam em grupos e normalmente acampavam nas praias. Nesta época, segundo contam alguns moradores, surgiram às primeiras iniciativas para atender as pessoas que visitavam a ilha. Os nativos adaptaram-se às mudanças e criaram seus próprios negócios.
Dona Romilze Teófila Batista, com 73 anos em 2008, mora há 54 em Morro de São Paulo e foi, segundo contam os antigos habitantes, a primeira pessoa a abrir um restaurante no povoado. Chamado de “Restaurante Gaúcho” e localizado na parte central, na Vila, era o único restaurante em Morro de São Paulo no ano de 1982. Nesta época, Dona Romilze fez uma parceria com algumas amigas da cidade de Valença, que traziam turistas para almoçar em seu restaurante. Ela conta que junto com o marido, Reginaldo Ramos Batista, com 83 anos em 2008, pescava e vendia os peixes na cidade de Valença ou até mesmo no Mercado Modelo, em Salvador. O dinheiro da venda era usado para comprar ítens e investir no restaurante e na casa.
No restaurante havia duas mesas de sinuca e uma geladeira movida a gás. Com o tempo e a melhora nas finanças, montou um mercadinho junto ao restaurante, segundo ela, também foi o primeiro mercado de Morro de São Paulo. Romilze mantém viva na memória, as recordações destes tempos em que alguns nativos se concentravam ao redor das mesas de sinuca e provavam as “pingas”. Tempos de luta para a sobrevivência do dia-a-dia que deixaram, além das marcas nos rostos, momentos inesquecíveis. “Quando eu vendia peixe no Mercado Modelo de Salvador fui entrevistada por uma revista nacional (Veja). Não tenho mais esta revista”, lamenta Dona Romilze.
Mas não precisa, Dona Romilze. Vemos nos seu rosto as marcas de um passado batalhador. “Minha vida foi dura”, ressalta. Tudo o que tem e conquistou até hoje é fruto de seu trabalho e tantos anos de perseverança lhe deram uma vida mais confortável. Hoje ela e o marido vivem da renda de duas pousadas e alugam quartos para moradores. Apesar da tranquilidade financeira, Seu Reginaldo até o ano de 2008 cortava e carregava lenha. É o hábito do trabalho, uma característica marcante e predominante do povo de Morro de São Paulo.
Outro exemplo da batalha pela sobrevivência, vem na área da gastronomia e também despontou neste período. Hoje é um dos mais conhecidos e frequentados restaurantes da ilha, o Restaurante da Tia Dadai.
Maria Madalena Santos Costa, com 61 anos em 2008, a Dadai como é conhecida em Morro de São Paulo, foi também uma das primeiras moradoras em fazer da comida baiana o seu ganha pão. Depois que fechou a barraca na Primeira Praia, que pertencia á sua mãe, Dona Mariinha, foi aos poucos abrindo o restaurante. Primeiro construiu a casa para morar, depois foi servindo café da manhã para turistas.
Dadai lembra exatamente a data que foi aberto o restaurante: dia 10 de julho de 1993. A partir deste dia foram surgindo os primeiros fregueses vindos da capital e cidades vizinhas, que foram provando os quitudes de Tia Dadai e assim tornaram o restaurante conhecido. Entre os clientes estavam jornalistas de Salvador que divulgaram o restaurante pela capital baiana.
O Tia Dadai teve até a visita de clientes ilustres como o apresentador Jô Soares, que em uma matéria ao Jornal A Tarde, comenta sua visita ao estabelecimento e elogia o tempero desta baiana de Morro de São Paulo.
A matéria foi guardada e está na parede, onde é exibida com orgulho pelo atual proprietário, Ivan Pereira Riberio, que arrenda o restaurante desde 2004. Apesar de não ser mais proprietária, Dadai, pesca diariamente e faz todo o trabalho de casa. Tem somente uma queixa: a saúde que está começando a incomodá-la.
As primeiras pousadas surgiram na década de 80 e conforme alguns antigos moradores a primeira pessoa foi uma paraíbana chamada Gracinha, proprietária da pousada “Sil do Mar”, localizada no caminho do Farol. Outra pioneira neste setor foi Angelina Machado Pimentel, a Gegé que abriu sua pousada em 1986.
Nativa de Cairu, Gegé veio aos 21 anos de idade morar em Morro de São Paulo. Como não se adaptava a vida sossegada, sem novidades, segundo ela mesma conta, seu sogro o “Seu Bonzinho” (Aureliano Lima) fazia e comprava tudo para tentá-la manter na ilha. “Eu fui a primeira pessoa a ter uma geladeira movida a gás, uma televisão também movida a bateria”, conta orgulhosa.
Fonte:
Veranistas Arq. Pes. Juliana Goés
Morro na dec. 80 - Arq. Pes. Leila Chaves Costa
Com o passar do tempo, Gegé comprou um terreno na Fonte Grande e começou a construir sua casa e a pousada. Ela mesma carregava tijolos e brita com a ajuda dos burricos. Preparava o cimento, enquanto o marido levantava as paredes. A denominação pousada era desconhecida por Gegé. Para ela, o empreendimento significava apenas uma maneira de ganhar um dinheiro para sobreviver.
Os primeiros turistas que se hospedaram, uma equipe de médicos, até hoje são seus amigos e ainda frequentam a pousada. Aos poucos foi construindo, se separou, mas ficou com uma parte da casa e até hoje vive no local. Ampliou e transformou numa verdadeira pousada e hoje conhece muito bem o significado da palavra.
As primeiras baladas
Morro de São Paulo mantém desde o início do seu despertar turístico, a fama de lugar agitado e point dos descolados. As festas mais badaladas da ilha se concentravam até alguns anos atrás, na Segunda Praia (leia o link Praias / História da Segunda Praia) e alguns dos responsáveis por esta trajetória de festas, vivem até hoje em Morro de São Paulo. Alguns ainda levam a vida promovendo eventos, já outros se dedicam a projetos diferentes.
O baiano Jorge Gramacho é um destes incentivadores culturais responsáveis pelo surgimento e início das festas em Morro de São Paulo que marcou uma época na história da ilha. Natural de Salvador, Gramacho veio conhecer Morro no ano de 1987.
Antes disso, tinha uma vida urbana, convivendo com trânsito e poluição. Nunca imaginava que viver dentro de um lugar como Morro de São Paulo fazia diferença e faz até hoje, segundo ele nos conta.
Na época em que chegou na Segunda Praia haviam duas barracas localizadas no início e no final da praia. No centro da praia ficava existia um ponto, que hoje é de sua propriedade.
Na ocasião, o ponto estava arrendado por uma amiga e conhecendo o local, Gramacho lembra que ficou deslumbrado.
Fez uma proposta e alugou a barraca. Manteve o mesmo nome, “Oxum”. Após algum tempo, com a melhoria dos negócios e juntamente com sua ex-mulher, comprou o ponto e o transformou numa área de lazer com rede de vôlei e tabuleiros de jogos.
Tudo voltado para o entretenimento do turista, segundo relata. Havia ainda, mesa de sinuca e como na época a energia elétrica ainda não existia em Morro de São Paulo, colocou uma bateria de caminhão para reprodução de som e animação dos visitantes. A maioria dos turistas era estrangeira, com destaque para os argentinos.
Entre os brasileiros estavam os paulistas e os mineiros. Gramacho diz que muitas destas pessoas apenas visitaram o lugar, outros se fixaram e tiveram ainda aqueles que “desarrumaram suas vidas, pois o paraíso, às vezes, pode desequilibrar as pessoas que não estão preparadas para tanta liberdade”, enfatiza Gramacho.
Nestes tempos a barraca vendia uma média de 150 dúzias de lambretas por semana junto com outras icuárias da região como carangueijos e diversas espécies de peixes. Com o passar do tempo, Gramacho sentiu a necessidade de fazer alguma coisa para aumentar o movimento durante a noite e atender as pessoas que gostavam da vida noturna.
Empolgado com a idéia de transformar sua barraca no novo point noturno da ilha, ele trouxe de Salvador uma aparelhagem e começou a fazer festas com som mecânico. No começo agradava não só os turistas, mas principalmente os moradores, que eram carentes de opções deste tipo.
Colocou uma cerca para delimitar a área e foi a primeira casa a promover festas na beira da praia à noite. Durante quatro anos conseguiu manter sua iniciativa, mas depois foram surgindo as outras barracas e consequentemente as concorrências.
Surgiram as caipifrutas e as festas na Oxum aconteceram até 1991, quando apareceram outras casas e devido a competição sonora ele resolveu fechar as portas. Na época em que sua barraca funcionava durante o dia, Gramacho lembra que existia uma casa, situada na entrada da ilha, que também promovia festas.
Todos os baladeiros da ilha frequentavam o local. Isto por volta de 1987 e 1988. No final das festas, as pessoas não tinham onde fazer um lanche, pois não funcionava nada na Vila durante a madrugada. Neste período, então, Gramacho teve a idéia de abrir uma lanchonete com o nome de “Q. Beco”, na rua Caminho da Praia, na Vila, parte central de Morro. A lanchonete funcionava da meia-noite às 4 horas da manhã e devido o barulho que os clientes faziam ao chegar das festas, permaneceu aberta apenas seis meses. De lá para cá Morro de São Paulo tomou outros rumos e sua barraca virou pousada.
Surgiram as festas promovidas por Luciano do Caitá, na Segunda Praia, onde hoje funciona a galeria do Funny. Conforme Gramacho eram festas mais voltadas para os turistas, mais comerciais. Surgiu a Ponta da Ilha; um bar chamado “Iemanjá”, que anos mais tarde foi arrendado e mudou o nome para “Ibiza”. Mais tarde este mesmo bar, se transformou numa das opções de festas mais badaladas e descoladas da Segunda Praia, o conhecido “87 Music Bar”, que atualmente está fechado.
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terça-feira, 29 de dezembro de 2009
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