Reserva de Hoteis e Pousadas em Morro de Sao Paulo

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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

O surgimento do Turismo em Morro de São Paulo

E a história prossegue. Quatro séculos depois da colonização lusitana, Morro de São Paulo começa a dar os primeiros indícios de que estava nascendo uma nova era. A era do turismo.

A partir de 1960 a ilha passa a apresentar os primeiros sinais do progresso, recebendo as visitas de pessoas que moravam em cidades vizinhas. Eram os chamados veranistas, famílias de classe média alta vindas das cidades baianas de Gandu, Valença, Cruz das Almas e da capital, Salvador. Alguns eram fazendeiros de cacau que construíram suas casas para passar as férias, geralmente os três meses do verão, e principalmente localizadas na Primeira Praia e na Vila. Neste tempo, os veranistas costumavam trazer mantimentos para trocar com os moradores.

“Havia uma integração muito forte, uma troca carinhosa”, enfatiza a ex-diretora de Cultura e Turismo da extinta Secretaria Especial de Morro de São Paulo, Lena Wagner. Ela veraneava em Morro nesta época e lembra da solidariedade e integração que havia na comunidade.

Nesta época para viajar até a cidade de Valença se levava no mínimo três horas. O motivo é que o meio de transporte utilizado era o barco a vela. A pesca era abundante. Na vila havia somente poucas casas e a Igreja Nossa Senhora da Luz. Morro de São Paulo era um vilarejo e seus habitantes tinham uma vida simples, sem energia elétrica e os privilégios do progresso.

Em meados de 1970, Morro ficou conhecido mundialmente por receber a visita de comunidades hippies, que acampavam na beira da praia e arredores da Vila. Derepente quando os mochileiros descobrem as belezas naturais e vão chegando com costumes adversos, os veranistas, alguns mais conservadores, começam a se afastar.

Lena Wagner lembra que alguns veranistas recomendavam que os moradores não deveriam conversar com os hippies. “Marginalizavam a questão”, ressalta Lena. Mas havia muita curiosidade por parte dos que viviam aqui e os nativos se introssavam com estas pessoas com hábitos, digamos, um pouco diferentes. Alguns veranistas se afastaram da ilha neste período, foram para outros lugares. Alguns fecharam suas casas e até hoje as mantém, servindo ainda como casa de veraneio.

Fonte: Restaurante Tia Dadai - Arq. pessoal: Rest. Tia Dadai

Em 1980, segundo alguns nativos, havia menos de 10 casas de veranistas situadas na beira da Primeira Praia. A principal atividade econômica do povoado ainda era a pesca e já começava a receber um aliado, o turismo.

Nestes tempos não havia luz elétrica, e sim um gerador a diesel que permanecia ligado somente até às 22 horas. Nas demais praias, hoje chamadas de Segunda, Terceira, Quarta e Praia do Encanto, havia apenas grandes fazendas, onde plantava-se coco, piaçava e dendê. Saiba mais sobre a história e desenvovlimento destas praias no link Praias A energia elétrica surgiu em 1986 e o telefone em 1988.

Segundo reportagens de jornais da época, a chegada da energia elétrica a Morro de São Paulo é atribuída a um estrangeiro. Um russo chamado Aleixo Belov, navegador, foi o responsável pela implantação da luz elétrica, através da construção de um cabo submarino de 870 metros.

Durante a década de 80, o turismo se intensifica e Morro de São Paulo recebe uma grande quantidade de turistas e investidores. A partir daí, os habitantes veêm o pequeno povoado se transformar turistícamente e suas vidas mudam. Nesta época, deram-se o aparecimento dos grandes investimentos como hotéis, pousadas, restaurantes e outros estabelecimentos comerciais.

Fonte: prainha antiga - arquivo pesoal Juliana Goés Na década de 90 o turismo em Morro de São Paulo é considerado atividade lucrativa, fazendo com que surja o turismo de massa e o aparecimento de novos moradores, inclusive estrangeiros, que vêm para Morro de São Paulo à procura de trabalho e dinheiro. Houve uma proliferação dos meios de hospedagem, foram criadas as pistas de pouso, surge a especulação imobiliária e indisciplinamente Morro de São Paulo cresceu. E aí vem a pior parte desta história: foram surgindo os problemas ambientais.

Morro de São Paulo recebeu o impacto do turismo diretamente em suas belezas naturais, ocasionados grande parte pela falta de cuidados da própria comunidade e pelo descassso e inexistência de uma política administrativa.

Em 1992 surgiu a primeira tentativa de preservação do meio ambiente: a criação da Área de Proteção Ambiental das Ilhas de Tinharé e Boipeba (APA), na ocasião da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a ECO-92, no Rio de Janeiro. A criação da APA de Tinharé-Boipeba¸ abrange 433 km² e deu-se pela necessidade de proteção da vegetação (Mata Atlântica e Restinga), encontrada nestas áreas.

A APA compreende os distritos de Galeão e Gamboa, e as vilas de Morro de São Paulo, Garapuá, São Sebastião (também conhecida como Cova da Onça), Moreré e Canavieiras.

Fonte: Veranistas - arquivo pesoal Juliana Góes

O censo de 2007, realizado pelo IBGE, acusou um total de 3.863 moradores existentes em Morro de São Paulo, sendo que 975 pertencem a localidade do Zimbo.

Hoje dos moradores, a maioria não são nativos. São oriundos de outras cidades da Bahia e também de outros estados do Brasil, como Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Conforme dados da Bahiatursa, órgão responsável pelo turismo na Bahia, a oferta hoteleira do Arquipélago de Tinharé em 2008 era de 6.558 leitos.

Morro de São Paulo é a localidade com maior número, 5.033 leitos. Boipeba está em segundo lugar, com 866 leitos e após seguem outros povoados como Gamboa com 279, Moreré com 157 e Garapuá com 116.

O restante da ocupação está em Cairú e arredores.

Muitas pessoas chegaram, algumas foram embora. Outras se fixaram e formaram famílias. Mas todas deixaram alguma coisa que marcasse sua presença e fizeram aqui um pouquinho de sua história.

E essa história de todos é a memória viva de Morro de São Paulo e que você também está ajudando a construir.

Alguns episódios destas vidas narramos a seguir no link A Ilha e seu Povo. A trajetória dos que fizeram e viram Morro crescer e o transformarm neste grande pólo turístico que é hoje.

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